Use senhas exclusivas, gerenciador e autenticação em duas etapas para reduzir o impacto de vazamentos. Siga a ordem sugerida, observe o resultado de cada etapa e evite mudar várias configurações ao mesmo tempo.
Comprimento e exclusividade importam
Prefira senhas longas e aleatórias. Não reutilize a mesma combinação em e-mail, banco e redes sociais.
Quando um serviço vaza credenciais, criminosos testam a mesma senha em outros sites. Uma senha exclusiva limita o dano.
Use um gerenciador confiável
O gerenciador cria e armazena combinações diferentes. Você precisa proteger bem apenas a senha mestra.
Escolha serviço conhecido, mantenha o aplicativo atualizado e configure recuperação com cuidado. Não salve a senha mestra em uma nota desprotegida.
Ative autenticação em duas etapas
Aplicativo autenticador ou chave física geralmente oferecem mais proteção que SMS. Mesmo assim, SMS é melhor do que não ter segunda etapa.
Guarde códigos de recuperação offline e nunca os envie a alguém que entrou em contato.
Proteja primeiro o e-mail
Seu e-mail redefine quase todas as outras contas. Use senha exclusiva, segunda etapa e revise sessões conectadas.
Remova telefones antigos e endereços de recuperação que você não controla mais.
Troque quando houver motivo
Não é preciso trocar senhas fortes todo mês sem razão. Troque imediatamente após vazamento, reutilização, phishing ou acesso desconhecido.
Ao mudar, encerre sessões abertas e confira regras de encaminhamento de e-mail.
6. Troque a senha por chave de acesso quando puder
Chave de acesso (passkey) substitui a senha pela biometria do próprio aparelho — não existe combinação de caracteres pra roubar em golpe de phishing, porque não existe senha nenhuma sendo digitada naquele login. Google, Apple, Microsoft e um número crescente de bancos e sites brasileiros já oferecem "Entrar com chave de acesso" na tela de login. A chave fica guardada no gerenciador de senhas do seu celular ou computador e sincroniza entre os aparelhos vinculados à mesma conta. Sempre que um serviço importante oferecer a opção, prefira criar a chave de acesso em vez de continuar com senha — é estritamente mais seguro, não só mais prático.
Faça junto: procedimento completo
Crie uma senha mestra longa e exclusiva
Use uma frase longa que não esteja em música, citação ou dados pessoais. Nunca reutilize essa senha em outro serviço. Configure bloqueio biométrico apenas como conveniência; memorize a frase principal.
Resultado esperado: O cofre fica protegido por uma credencial que não circula em outros sites.
Troque primeiro as contas que recuperam outras
Comece pelo e-mail, conta Google ou Apple, banco e redes sociais. Gere uma senha aleatória diferente para cada serviço e salve no gerenciador. Não altere tudo de uma vez sem confirmar que o cofre sincronizou.
Resultado esperado: Vazamento de um site não abre automaticamente os demais.
Ative segundo fator e recuperação
Prefira aplicativo autenticador, chave de segurança ou passkey quando disponíveis. Guarde códigos de recuperação fora do celular principal e revise telefone e e-mail de recuperação.
Resultado esperado: Perder o aparelho não deve significar perder a conta.
Se perder acesso ao gerenciador, use o método de recuperação previamente guardado. Não crie um novo cofre por impulso antes de confirmar onde estão as senhas sincronizadas.
Links conferidos em 28 de agosto de 2026.
CERT.br — contas e senhas ↗Google — chaves de acesso (passkeys) ↗Google — criar uma senha forte ↗Apple — autenticação de dois fatores ↗Termine somente depois de testar o gerenciador e um método de recuperação. Senhas únicas reduzem o efeito de vazamentos; códigos de recuperação guardados fora do celular evitam que a proteção tranque o próprio titular.
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